terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

coroados


Alguns anos atrás quando o Burger King chegou ao Brasil, eles costumavam dar uma coroa de cartolina pra quem comprasse alguma coisa. Apesar de ser uma simples estratégia de marketing, era estranho ver umas crianças (algumas nem tão novas) se contentando com uma coroa de papel. Elas eram os reis e as rainhas, os príncipes e as princesas. Engraçado ver como um pedaço de papel pode fazer uma pessoa sair do comum para o extraordinário, da plebe à realeza.
Creio que é isso que sempre aconteceu no mundo. As pessoas sempre buscam formas de se coroarem, mesmo que a coroa seja somente um pedaço de papel. O que as pessoas querem de verdade é serem reconhecidas como únicas e uma vez que tenham recebido a coroa, não há jeito de des-coroar, elas se agarram no seu valor que é simbolizado pela sua coroa. Alguns até atribuem o seu valor como pessoa à suas coroas - tente conhecer alguém e veja se ela fala sobre ela ou sobre suas conquistas.
Todos querem ser reis e rainhas, mas existe só Um que merece esse título. As pessoas não querem abrir mão se suas coroas porque elas realmente se acham dignas de receberem alguma honra. Mas Deus já estabeleceu o único Rei, Jesus Cristo. Todos os que dizem acreditar na história bíblica devem estar prontos a largar de lado as suas coroas e reconhecer que só Jesus reina. Deve ser assim, seja a coroa de papel, seja ela de ouro, todas as coroas serão colocadas aos pés de Jesus e todos dirão que só Ele é digno de receber toda honra.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

mudanças




Não é de hoje que eu tenho mudado a minha forma de enxergar o mundo, a mim mesmo, a Deus, a Bíblia e outras coisas. Na verdade é maravilhoso poder rever, reformular e mudar. Obviamente existem mudanças e mudanças. É muito estranho ver alguém que era tão agarrado a uma opinião, do nada, mudar completamente sua forma de pensar. Às vezes isso vem para bem, mas outras vezes vem para o mal. Definitivamente eu não estou mudando nada completamente, porém estou fazendo ajustes e reajustes. O homem que não se ajusta é porque se acha perfeito e qualquer homem que se acha perfeito já é defeituoso. Eu não quero me deformar, quero sim estar livre para mudar. Essa é a beleza das criaturas de Deus que entendem o que são diante dEle, pois diante dEle há sempre motivos para mudar. Não é Ele mesmo quem diz que sendo Deus, Ele não pode mudar? A prerrogativa de ser Deus é Ser e não mudar, sendo assim, todo homem muda e deve mudar, caso contrário ele não entendeu quem é, pois aquele que não quer mudar é porque pensa que é Deus. O homem que não quer mudar e tenta se convencer de que nunca mudou é um tolo, pois também não percebeu que viver implica em mudar. Todos nós estamos juntos no mesmo barco do tempo e tempo nada mais é do que mudança o tempo inteiro. Olhe para o relógio, os números passam, mudam; olhe para o céu, o sol nasce e morre. Tempo é mudança constante e qualquer um que vive num ambiente determinado pelo tempo é um ser em mudança.




Pois então, vejamos no que vai dar essa pequena mudança. Creio que é para melhor.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

aparências, meras aparências!


2 Timóteo 3:5 (Tito 1:16) – Com aparência de piedade, mas rejeitando-lhe o poder.


A lista de horror do capítulo três da segunda carta a Timóteo é algo impressionante por pelo menos três motivos. As características em si são horripilantes; o que Paulo diz é extremamente verdadeiro nos dias atuais; e, por último e mais impressionante de tudo, é que essas pessoas, com essas características, podem ter aparência de religiosas ou piedosas. Esse último fator é impressionante porque ao ler essa lista, o que vem à mente é a realidade de uma sociedade totalmente ímpia e entregue à carnalidade, dificilmente alguém leria isso e diria que essas são características de pessoas que se dizem seguidoras de Jesus. Porém, é isso que Paulo diz.

Aqui é possível perceber quão longe o ser humano pode ir com sua falsidade, aparência, pretensão, hipocrisia, engano entre outras coisas. Se é assim, parece que não há nenhuma forma de separar entre aparência e verdade. Se homens gananciosos, mentirosos, blasfemos ingratos etc, podem se passar por religiosos, então será que a religião ou a piedade tem alguma coisa que evidencie sua veracidade? Será que há algo na religião que vai mais fundo do que somente a aparência ou a religião é um conjunto de rituais superficiais que qualquer um é capaz de praticar? Se a religião fosse isso, quão ridícula ela seria. E, a verdade é que realmente a religião moderna, seja ela qual for, é realmente ridícula porque não passa de aparências. Desde o judaísmo mais rígido, como a seita dos fariseus, até o misticismo mais “libertador” como Nova Era, não passam de aparências. E por que é assim? A resposta de Paulo é poderosa e penetrante.

A superficialidade, a aparência está na negação do poder. Que poder é esse? Talvez ajude a tradução que usa a palavra eficácia ao invés de poder. A questão é a seguinte: qual a eficácia da religião? Que poder a religião tem para melhorar o homem e o lugar em que ele vive? A palavra melhorar é subjetiva, mas mesmo pensando de acordo com o senso comum do que venha a ser melhorar, é possível comprovar o argumento. Qual é o poder transformador da sua religião? Só existe uma religião que diz que por meio da salvação oferecida, há transformação total do ser e, tendo sido transformado, ele também transforma o lugar em que vive. Infelizmente, a salvação conquistada por Jesus Cristo também ganhou aparências e superficialidades, mas não é por isso que se julga o que é o cristianismo como religião. Julga-se o cristianismo é por aquilo que o Seu mestre disse e o que o Seu mestre disse, nos lábios ou na pena de Paulo, é que a fé em Cristo tem um poder transformador e se não há transformação, ou seja, poder, então não há verdadeiro cristianismo, não há um seguidor verdadeiro de Cristo.

A igreja cristã contemporânea é um acumulado de amantes de si mesmos que tem aparência de religiosos, mas se tornaram profissionais em rejeitar e negar o poder transformador da fé em Cristo, o poder transformador da salvação conquistada por Jesus na cruz. Negamos o poder e nos igualamos às outras religiões, pois a única diferença existente são os tipos de máscara usados. Em algumas, a máscara é bem enfeitada, outras são mais toscas, algumas são muito artificiais e dão na cara que são máscaras, outras são muito bem feitas para enganar, mas todas são máscaras. Enquanto a salvação, a fé e a graça não transformarem vidas, da pessoa e dos que estão a sua volta, não há verdade, só há aparência.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quem dera os pregadores fossem tão corajosos quanto essa mulher a ponto de falar a verdade não importa como isso possa vir denegrir sua reputação num mundo onde o que é valorizado é se manter bem certinho de acordo com o pensamento majoritário de que tudo vale desde que a lei aprove.

Vídeo 1
Vídeo 2

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Corre logo pro fim!



Nem sei como começar esse post, talvez eu passe logo para o fim. Quantas vezes nós não sentimos vontade de pular os capítulos dos filmes pra ver logo como vai ser o final? (antes nós acelerávamos o VHS). Ou, ao ver uma novela (um amigo de um amigo meu que assiste novela me disse isso) queremos que ela chegue logo ao fim pra gente ver como vai ser.

Toda a nossa cultura está baseada nos fins. O desejo das pessoas é chegar ao fim o mais rápido possível. Por isso, ir de avião é muito melhor do que ir de ônibus; ir de carro é muito melhor do que ir de bicicleta; ir a pé, nem pensar. Realmente a tecnologia modificou o nosso jeito de pensar sobre, e de ver, a vida. O caminho, a viagem e o percurso não importam mais. As paisagens ficam pra trás, porque a única coisa que importa é o destino final. Por conta desse novo jeito de pensar (digo novo, porque uns 200 anos atrás ou menos, andar 200 km era uma distância a ser percorrida durante uns dois dias cavalgando), nós encontramos algumas dificuldades.

Logo nós questionamos o jeito de Deus fazer as coisas, porque Deus, diferente de nós, não é movido pelo desejo de terminar logo as coisas. Nós só pensamos no fim, Deus sabe que o fim é o desenvolver do princípio e do meio. É por conta disso que muitas coisas na criação de Deus demoram tanto para acontecer. Por que temos que esperar tanto até que uma árvore cresça, floresça e, só depois de muito tempo, dê o seu fruto? Ou, algo mais espiritual, por que a história da redenção demorou tanto pra acontecer? Por que escolher Abrão, pra depois lidar com Isaque e Jacó? Por que 400 anos no Egito, 40 anos no deserto? Por que Jesus esperou 30 anos pra começar a falar publicamente? Por que as coisas não foram mais rápidas?

E nas nossas vidas? Por exemplo, porque Deus não me arrebatou logo depois que eu O conheci e me converti? Por que passar 80 anos de vida com Deus neste mundo, como Policarpo, ao invés de ir logo morar com Ele? Eu sei que podem existir muitas respostas para essas perguntas, mas acima de qualquer coisa, eu creio que Deus formou e planejou as coisas de tal forma, que o processo é essencial para o fim, pois o processo faz parte do fim.

Nas nossas vidas, é claro que andar pelo caminho é tão importante quanto o entrar pela porta. Na história da redenção, é claro que o modo como tudo ocorreu, a escolha de Abrão, Israel, o Egito, a monarquia, o exílio, tudo isso foi essencial para o cumprimento da vinda do Messias. Olhar para os meios esclarece muito sobre o fim. É necessário viver e experimentar a vagarosa caminhada para usufruir com mais alegria o destino final.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Deus, O cirurgião




Jesus já foi chamado de o médico dos médicos. Até o evangelista Lucas, como médico, aborda Jesus como sendo um possível médico dos necessitados, dos doentes. Até aqui qualquer cristão concordaria. Mas e quando pensamos em Deus como um cirurgião. Acredito que poucos concordariam, apesar de alguns evangélicos modernos provavelmente desejarem que Deus fosse um cirurgião plástico. Mas, a verdade é que Deus realmente faz operações e essas operações são cirúrgicas.


Em Hebreus 4:12 há uma descrição do instrumento que Deus usa para as suas cirurgias. Eu não sei exatamente qual seria o objeto mais afiado da época de Jesus, mas é bem provável que um dos objetos mais afiados fosse a espada com o corte duplo, com dois gumes. Esse instrumento afiado e penetrante é a Palavra de Deus. Ela penetra no mais íntimo do ser humano para que possa operar ali uma grande mudança. O fio da espada penetra até chegar no coração para que ele seja transformado conforme a verdade que é a Palavra de Deus. Obviamente esse corte, essa operação, não é algo que ocorre de forma indolor. As cirurgias atuais possuem um precioso escape para essa dor, que seria possivelmente intolerável, me refiro à anestesia.


Porém, por incrível que pareça, Deus é um cirurgião e não um anestesista. As duas funções são totalmente diferentes e Deus só está comprometido com a operação em si. Isso nos fala tanto sobre Deus quanto também nos fala muito sobre nós mesmos. O homem sabe que a Palavra de Deus penetra como um bisturi afiado e tem como objetivo causar um corte profundo que chega ao coração. Por saber disso o homem criou o seu escape, o homem criou a sua anestesia. Essa invenção foi ignorar a Palavra de Deus. Mas, ao ignorar a Palavra, o homem não simplesmente ficou anestesiado, o homem ficou endurecido. O seu coração ficou como pedra. Por isso é que o autor de Hebreus diz em 3:15 para que ao ouvir a Palavra de Deus não se endureça o coração.


Com o coração duro ou não, o bisturi de Deus ainda é capaz de penetrar fundo e operar até mesmo essa pedra dura. Mas o homem deve aceitar ser operado sem anestesia. Ser operado sem anestesia quer dizer ser penetrado pela Palavra de Deus e deixar que ela mostre a podridão que há dentro do homem e a retire como um tumor que é removido. Ser operado sem anestesia é provar a própria corrupção que há dentro de si e deixar que Deus a tire, caso contrário a morte é certa. Tudo isso, toda essa dor, é contrário à natureza humana que está sempre fugindo da dor (por isso há tantas pessoas sentadas nos bancos das igrejas que tomam sua dose de anestesia antes de ouvir a Palavra de Deus). Ir contra a natureza humana é exatamente aquilo que Deus espera que o homem que deseja ser operado haja. Quem está disposto a confiar a vida nas mãos do mais impressionante de todos os cirurgiões? Do cirurgião que é capaz de mudar vidas eternamente? Mas, não se esqueçam que tudo ocorrerá sem anestesia.

sábado, 11 de julho de 2009

Monstros S.A.


Já foram feitos muitos filmes, sejam de terror ou não, que envolvem monstros. A grande maioria desses filmes mostra um ser totalmente desfigurado e que parece nada ter a ver com os seres humanos. Porém, alguns filmes mostram monstros que se assemelham bastante com as pessoas, só que de uma forma mais amedrontadora. Ontem vi um desses filmes. “Eu sou a lenda” com Will Smith, contém uns personagens que são seres humanos “alterados” por um vírus. Esses seres se transformam em monstros que de humanos só têm algumas características anatômicas.

No filme, um vírus causa essa mutação. Mas, o que impede que as pessoas se transformem em verdadeiros monstros? O que faz com que a vasta maioria das pessoas no mundo não seja tão perversa e maldosa? Será que a educação, o governo ou sei lá o que, podem evitar isso? Acho difícil que essas sejam respostas válidas. Talvez, essas coisas podem ter alguma influência, mas a história revela que quase nunca essas coisas evitam que certas pessoas passem de seres humanos “normais” para seres “monstruosos”.

Num mundo criado por Deus, as coisas não acontecem separadamente dEle. Por isso, ao observarmos o mundo, temos que pensar como isso pode ter a ver com Deus. Na teologia há algo chamado graça comum. Essa graça é derramada sobre todas as pessoas sem distinção. Isso resulta que justos e injustos, educados e mal educados etc. têm os mesmos benefícios comuns como a chuva, o sol, o alimento etc. Mas, é essa graça comum, a explicação para o fato de num mundo cheio de pecadores, pessoas egoístas, rancorosas, vingativas, ainda haver beleza, amor, paciência, sorrisos, arte, música, alegria e tudo o que podemos pensar de bom. É também essa graça a explicação para o fato de pecadores não serem cada vez mais pecadores até que virem monstros.

O que evita as pessoas de se tornarem monstros, como os que vemos nos filmes, é a graça de Deus que inibe a ação do pecado e limita sua influência sobre a criação como um todo. Se Deus, por um só dia, deixasse de derramar sobre nós a Sua graça, seríamos todos consumidos pela nossa própria monstruosidade. Sem a ação de Deus no mundo, o que resta é o que nós somos sem Deus, nada a não ser maldade. O único que tem o poder de lançar luz sobre estas trevas é Deus. O único que tem poder para evitar que nos tornemos monstros é Deus.