sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

servo sofredor


Antes que houvesse luz no sol
Ou brilho nas estrelas do universo
Já estava preparado Um escolhido
Aquele que cumpriria um voto ao Senhor

Jesus Cristo, o Servo Sofredor

Não havia nEle pecado algum
Um simples olhar revela Sua perfeição
O justo pelos injustos
Sua obediência O levou a tanta dor

Jesus Cristo, o Servo Sofredor

Não veio para nos julgar
Não veio para nos destruir
Em aflição tomou pra Si toda punição
Jesus, O servo Sofredor é a nossa salvação

Pra que os homens em rebelião
Pudessem ficar diante de Deus
Ofereceu Suas próprias costas
Ao chicote, instrumento de horror

Jesus Cristo, o Servo Sofredor

Pra que os homens em rebelião
Pudessem olhar para Deus
Ofereceu Seu próprio rosto
Aos cuspes do malfeitor

Jesus Cristo, o Servo Sofredor

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

tirando o pirulito das crianças


Eu já visitei algumas favelas na minha vida. Algumas em Belo Horizonte, outras em Mato Grosso do Sul e ainda algumas aqui em São Paulo. De vez em quando eu penso que já vi o suficiente pra não me impressionar mais. Porém, cada vez que eu vejo a pobreza, ela me salta aos olhos, dá um tapa na minha cara e me faz acordar para a realidade da grande maioria da população no mundo.
Será que falta recursos no mundo para que essas pessoas experimentem o que venha a ser uma vida mais humana? É óbvio que não falta. Há recursos suficientes, mas estão nas mãos de poucos. Até pouco tempo atrás eu não entendia a profundidade da questão. Quando os recursos do mundo são distribuídos injustamente, não é só uma falha de distribuição, é uma questão de roubo. Os que permanecem com a maior parte dos recursos estão roubando daqueles que continuam com o quase nada.
A lógica de Deus é a seguinte: foi Ele quem criou todas as coisas, por isso tudo pertence a Ele. O homem não tem o direito de posse, o homem tem a responsabilidade da administração. Por isso, os recursos produzidos nas posses de Deus, não são do homem, mesmo que os recursos tenham sido gerados na administração que o homem faz das posses de Deus. Sendo assim, quando eu tomo posse de um recurso que não é meu ( na prática isso seria ter recursos luxuosos ou acima da média), eu estou roubando de alguém (fazendo com que essa pessoa fique abaixo da média). Afinal de contas, apesar de Deus ser o possuidor de tudo, Ele distribuiu tudo igualmente. Ele não se coloca na posição de roubado, mas acusa que os menos favorecidos estão sendo roubados.
Talvez alguém pense que tudo isso é um pensamento muito socialista, mas Deus não é marxista. Ele nunca intencionou que a lógica dEle se transformasse em uma realidade estatal onde o governo controla as coisas para que os recursos sejam distribuídos igualmente. Isso faz com que haja uma igualdade social falsa, forçada e destrutiva. Na verdade, Deus intencionou que isso se tornasse uma realidade espiritual. Não algo místico, mas espiritual no sentido de que os recursos são distribuídos por conta de uma generosidade amorosa e não por uma obrigação. Esse tipo de atitude faz com que haja unidade, não igualdade; doação alegre, não opressão e edificação de uma sociedade e não a destruição dela. Deus entende das coisas um pouco mais do que muitos pensam. Se tão somente a sociedade confiasse nos parâmetros dEle, muito sofrimento seria amenizado.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Jesus é um broto

A Bíblia é cheia de figuras de linguagem interessantes. Em uma delas, Deuz diz que um broto vai surgir em um tronco cortado. Sabe quando você vê um tronco seco de uma ávore cortada propositadamente? Quando a gente pensa que nada mais vai aparecer ali, surge um broto. Nós vivemos envoltos por concreto, então a imagem bem poderia ser como a vista acima, um broto saindo do meio do asfalto. A vida surgindo daquilo que é morto.

Deus usa essa imagem para falar daquilo que Ele iria fazer (e já fez). Quando tudo parecia sem esperança, perdido e morto, surge um broto chamado Jesus. Mas, ainda mais significante do que a vida de Jesus como um broto surgindo de um tronco morto, é que Ele foi pendurado em um pedaço de tronco morto literalmente. Em uma cruz Ele morreu. Novamente a esperança havia se perdido e a morte parecia que iria permanecer. Mas Deus faz a vida surgir da morte. Jesus ressurge e o poder de Deus para fazer a vida surgir da morte é tão grande que não só Jesus nasceu da morte, mas todos os que creem nEle também experimentarão isso.

Essa imagem é tão bela que eu creio que só a eternidade poderá possibilitar tempo suficiente para considerar tamanha beleza.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

coroados


Alguns anos atrás quando o Burger King chegou ao Brasil, eles costumavam dar uma coroa de cartolina pra quem comprasse alguma coisa. Apesar de ser uma simples estratégia de marketing, era estranho ver umas crianças (algumas nem tão novas) se contentando com uma coroa de papel. Elas eram os reis e as rainhas, os príncipes e as princesas. Engraçado ver como um pedaço de papel pode fazer uma pessoa sair do comum para o extraordinário, da plebe à realeza.
Creio que é isso que sempre aconteceu no mundo. As pessoas sempre buscam formas de se coroarem, mesmo que a coroa seja somente um pedaço de papel. O que as pessoas querem de verdade é serem reconhecidas como únicas e uma vez que tenham recebido a coroa, não há jeito de des-coroar, elas se agarram no seu valor que é simbolizado pela sua coroa. Alguns até atribuem o seu valor como pessoa à suas coroas - tente conhecer alguém e veja se ela fala sobre ela ou sobre suas conquistas.
Todos querem ser reis e rainhas, mas existe só Um que merece esse título. As pessoas não querem abrir mão se suas coroas porque elas realmente se acham dignas de receberem alguma honra. Mas Deus já estabeleceu o único Rei, Jesus Cristo. Todos os que dizem acreditar na história bíblica devem estar prontos a largar de lado as suas coroas e reconhecer que só Jesus reina. Deve ser assim, seja a coroa de papel, seja ela de ouro, todas as coroas serão colocadas aos pés de Jesus e todos dirão que só Ele é digno de receber toda honra.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

mudanças




Não é de hoje que eu tenho mudado a minha forma de enxergar o mundo, a mim mesmo, a Deus, a Bíblia e outras coisas. Na verdade é maravilhoso poder rever, reformular e mudar. Obviamente existem mudanças e mudanças. É muito estranho ver alguém que era tão agarrado a uma opinião, do nada, mudar completamente sua forma de pensar. Às vezes isso vem para bem, mas outras vezes vem para o mal. Definitivamente eu não estou mudando nada completamente, porém estou fazendo ajustes e reajustes. O homem que não se ajusta é porque se acha perfeito e qualquer homem que se acha perfeito já é defeituoso. Eu não quero me deformar, quero sim estar livre para mudar. Essa é a beleza das criaturas de Deus que entendem o que são diante dEle, pois diante dEle há sempre motivos para mudar. Não é Ele mesmo quem diz que sendo Deus, Ele não pode mudar? A prerrogativa de ser Deus é Ser e não mudar, sendo assim, todo homem muda e deve mudar, caso contrário ele não entendeu quem é, pois aquele que não quer mudar é porque pensa que é Deus. O homem que não quer mudar e tenta se convencer de que nunca mudou é um tolo, pois também não percebeu que viver implica em mudar. Todos nós estamos juntos no mesmo barco do tempo e tempo nada mais é do que mudança o tempo inteiro. Olhe para o relógio, os números passam, mudam; olhe para o céu, o sol nasce e morre. Tempo é mudança constante e qualquer um que vive num ambiente determinado pelo tempo é um ser em mudança.




Pois então, vejamos no que vai dar essa pequena mudança. Creio que é para melhor.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

aparências, meras aparências!


2 Timóteo 3:5 (Tito 1:16) – Com aparência de piedade, mas rejeitando-lhe o poder.


A lista de horror do capítulo três da segunda carta a Timóteo é algo impressionante por pelo menos três motivos. As características em si são horripilantes; o que Paulo diz é extremamente verdadeiro nos dias atuais; e, por último e mais impressionante de tudo, é que essas pessoas, com essas características, podem ter aparência de religiosas ou piedosas. Esse último fator é impressionante porque ao ler essa lista, o que vem à mente é a realidade de uma sociedade totalmente ímpia e entregue à carnalidade, dificilmente alguém leria isso e diria que essas são características de pessoas que se dizem seguidoras de Jesus. Porém, é isso que Paulo diz.

Aqui é possível perceber quão longe o ser humano pode ir com sua falsidade, aparência, pretensão, hipocrisia, engano entre outras coisas. Se é assim, parece que não há nenhuma forma de separar entre aparência e verdade. Se homens gananciosos, mentirosos, blasfemos ingratos etc, podem se passar por religiosos, então será que a religião ou a piedade tem alguma coisa que evidencie sua veracidade? Será que há algo na religião que vai mais fundo do que somente a aparência ou a religião é um conjunto de rituais superficiais que qualquer um é capaz de praticar? Se a religião fosse isso, quão ridícula ela seria. E, a verdade é que realmente a religião moderna, seja ela qual for, é realmente ridícula porque não passa de aparências. Desde o judaísmo mais rígido, como a seita dos fariseus, até o misticismo mais “libertador” como Nova Era, não passam de aparências. E por que é assim? A resposta de Paulo é poderosa e penetrante.

A superficialidade, a aparência está na negação do poder. Que poder é esse? Talvez ajude a tradução que usa a palavra eficácia ao invés de poder. A questão é a seguinte: qual a eficácia da religião? Que poder a religião tem para melhorar o homem e o lugar em que ele vive? A palavra melhorar é subjetiva, mas mesmo pensando de acordo com o senso comum do que venha a ser melhorar, é possível comprovar o argumento. Qual é o poder transformador da sua religião? Só existe uma religião que diz que por meio da salvação oferecida, há transformação total do ser e, tendo sido transformado, ele também transforma o lugar em que vive. Infelizmente, a salvação conquistada por Jesus Cristo também ganhou aparências e superficialidades, mas não é por isso que se julga o que é o cristianismo como religião. Julga-se o cristianismo é por aquilo que o Seu mestre disse e o que o Seu mestre disse, nos lábios ou na pena de Paulo, é que a fé em Cristo tem um poder transformador e se não há transformação, ou seja, poder, então não há verdadeiro cristianismo, não há um seguidor verdadeiro de Cristo.

A igreja cristã contemporânea é um acumulado de amantes de si mesmos que tem aparência de religiosos, mas se tornaram profissionais em rejeitar e negar o poder transformador da fé em Cristo, o poder transformador da salvação conquistada por Jesus na cruz. Negamos o poder e nos igualamos às outras religiões, pois a única diferença existente são os tipos de máscara usados. Em algumas, a máscara é bem enfeitada, outras são mais toscas, algumas são muito artificiais e dão na cara que são máscaras, outras são muito bem feitas para enganar, mas todas são máscaras. Enquanto a salvação, a fé e a graça não transformarem vidas, da pessoa e dos que estão a sua volta, não há verdade, só há aparência.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quem dera os pregadores fossem tão corajosos quanto essa mulher a ponto de falar a verdade não importa como isso possa vir denegrir sua reputação num mundo onde o que é valorizado é se manter bem certinho de acordo com o pensamento majoritário de que tudo vale desde que a lei aprove.

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